
ACORDAR O CORPO, REEDUCAR O MOVIMENTO
e DANÇAR O MUNDO...
Sintonizar desajustes, corrigir posturas, alongar-se... e depois dançar.
Por puro prazer, sem a rigidez da técnica.
“Agente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte:
a gente não quer só comida, a gente quer inteiro e não pela metade...”
Essa canção dos Titãs é um hino contemporâneo: nada mais fundamental hoje do que batalhar por mais qualidade em nossas vidas. E essa luta leva inevitavelmente a uma consciência do corpo. De um mero meio de locomoção, ele se transforma em um meio de expressão e de ocupação de espaços no mundo.
“A gente não quer só comer, a gente que prazer para aliviar a dor...”
O prazer de estar vivo é a grande meta a ser atingida. Não basta mais ao homem apenas sustentar-se de pé, manter sua postura ereta. Ele quer mais: o jogo de cintura, a flexibilidade, o movimento mais bonito, enfim, ser como nunca pode ser: inteiro.
“Ousemos começar...”, propõe Therese Bertherat em seu primeiro livro: ¨O Corpo Tem Suas Razões¨ (Editora Martins Fontes). Nele, a autora, convida cada um a habilitar o próprio corpo para evitar o sofrimento. Ela diz que a cada vez que você se trava, se bloqueia; cada vez que se enerva, enrijece um músculo – porque e pela ação muscular que exprimimos, conscientemente ou não.
Sem consciência do que se passa com o corpo, produzimos excesso de força em pontos errados, sobrecarregando certas partes e tirando energia de outras.
Com o tempo, o desequilíbrio do corpo se torna inevitável. E um corpo desequilibrado esta a um passo de sérios desvios de postura, como lordose, escoliose, cifose, artrose, ou ainda problemas nos joelhos e dores eternas nos ombros e ao longo da coluna. Por isso, consciência é a palavra-chave de todo o trabalho corporal que busca colocar a pessoa no eixo, ou sobre seus encaixes.
Ao contrario do que muita gente pensa, a busca do movimento consciente tem hoje objetivos e técnicas muito bem definidos e, para as tendências e metodologias modernas do corpo, dançar é muito mais do que somente agitar pernas e braços num certo ritmo. Aliás, para a grande mestra de todas as técnicas, Isadora Duncan, “a dança não é apenas uma arte que permite a alma humana expressar-se em movimentos, mas também a base de toda uma concepção de vida – mais flexível, mais harmoniosa, mais natural”.
“Qualquer pessoa é capaz de dançar¨.
Não vale dizer que não sabe, ou que não tem jeito para a coisa. Se quiser, pode. Para começar, é necessário descobrir que o quadril é o centro físico do individuo: que o corpo precisa da sustentação dos pés: que o movimento nasce dos encaixes dos ossos. E esse três pontos são fundamentais.
“Para tocar bem um instrumento musical, é preciso aprender todas as notas. Conhecer o próprio corpo passa por entender que a musculatura é como as cordas do violão – se esticar demais: arrebenta”.
O movimento feito bruscamente e com força rompe as fibras e a pessoa vai perdendo força muscular. A questão tempo é fundamental para se chegarmos a um alongamento real. Coisa difícil de conseguir na vida de quem vive ansiosamente correndo e quer entrar em forma em apenas um mês.
Toda essa linguagem, que para muitos soa até certo ponto vaga, se traduz em técnicas precisas, nas quais o aluno sente a mudança que vai ocorrendo aos poucos com seu corpo. Cada aula faz parte deste processo de autoconhecimento corporal. Foque a atenção para um “pequeno detalhe”: não é a quantidade que leva ao resultado, mas a qualidade. Ou seja, nesse tipo de trabalho corporal, ninguém precisa se matar para perder a barriga, por exemplo.
A diferença entre esse movimento consciente e o puro exercício mecânico do abaixa-levanta é saber colocar intenção no movimento, no gesto que, aliado à respiração correta, atinge as camadas mais profundas da musculatura.
“É preciso reorganizar a tensão, jamais jogá-la fora”
Para integrar esse todo, além do movimento consciente e das técnicas existentes, o toque verbal é fundamental. A palavra do educador é muito importante para um bom trabalho corporal.
Para atingir essa transformação é preciso investir de quatro a cinco anos num constante trabalho de aprimoramento físico. Só então, uma nova postura se incorpora a você e a casa não ruirá mais. Uma pessoa pode chegar aos 60/70 anos com uma atitude digna, um corpo em forma, um bem-estar com a vida. O importante é não desprezarmos a tensão do dia-a-dia, mas, sim, saber trabalhar com ela. É preciso reorganizar a tensão e o que segura a pessoa. Mas como ninguém é tenso por inteiro, a tensão se concentra em circuitos, é necessário redistribuí-la. As pessoas respiram mal, sentem muita tensão nos ombros porque, anatomicamente falando, utilizam muito pouco a bacia e a coxa.
A cadeia muscular mais importante do corpo é essa usada pela criança para andar de skate ou pelo surfista para se manter na prancha. É o circuito muscular do equilíbrio. Não é nem a cadeia de músculos posteriores (“Que a maioria fica preocupada em esticar”), nem a anterior (“Que mexe com o afetivo”).
“TODA DANÇA É IMPORTANTE PARA DAR UM TAPA NO AUTOMATISMO E RECRIAR A VIDA QUE É GERADA PELO PRAZER DO MOVIMENTO.
Humor e leveza são ingredientes básicos que entram nas aulas nas aulas de Reeducação do Movimento. Variamos os tipos de dança: flamenco, dança do ventre, étnicas, O objetivo principal do trabalho que você está se propondo a participar é colocar você presente em seu corpo, conseqüentemente em sua própria vida.
Um toque fundamental que já levou muita gente a descobrir que não dá para viver sem essa qualidade.
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